Após pressão da população local, tendo em vista que a área estava sofrendo supressão da vegetação, na época, ainda parte de uma fazenda e propriedade particular, o remanescente de mata foi desapropriado e considerado como “Reserva Florestal de Itaberá”, pelo Decreto 29.881 de 11 de agosto de 1957. Tal categoria e denominação persistiram até 12 de março de 1987, quando por meio do Decreto Estadual n.º 26.890, passou a ser categorizada e denominada como “Estação Ecológica de Itaberá”. Com uma área de 180 hectares, cobertos pela Floresta Estacional Semidecidual Submontana, e um grande potencial para Pesquisas Científicas e atividades de Educação Ambiental, a Estação Ecológica se insere na depressão do Paranapanema, com toda sua extensão dentro do município de Itaberá, nas coordenadas geográficas: Latitude 23°50’ a 23°51’ e Longitude 49°08’ a 49°09’. Com temperaturas médias anuais máximas e mínimas em torno de 23°C e 8°C, respectivamente. A sede administrativa da Estação Ecológica está localizada a apenas um quilômetro do centro da cidade de Itaberá – SP, município que conta com uma população de 17.858 habitantes, sendo a parcela urbana de 12.139 habitantes e a rural de 5.719 habitantes. A zona rural possui vocação predominantemente voltada ao agronegócio, com foco para as atividades da pecuária e o cultivo das culturas temporárias, onde se destacam o milho, feijão, trigo e soja. As áreas com pastagens representam 44,25% da área total do município de 1.082,851 km². Por sua vez, a cultura temporária ocupa 38,88% e o reflorestamento 2,83%. As áreas com vegetação natural representam apenas 10,18% da cobertura do território. Nesse contexto predominantemente agrícola a Estação Ecológica de Itaberá se insere como o remanescente mais importante de vegetação natural, garantindo que esta importante parcela da biodiversidade local seja preservada e utilizada para as atividades de Educação Ambiental e Pesquisa Cientifica. Nos 180 hectares de Floresta Estacional Semidecidual Submontana, que cobrem a Estação Ecológica de Itaberá, destaca-se a presença da espécie Araucaria angustifólia (Bertol.) Kuntze, com sua copa frondosa sobre o dossel da floresta, esta que é uma espécie ameaçada de extinção e encontra na unidade um dos últimos locais de ocorrência natural no sudoeste de São Paulo. A fauna dentro da Estação Ecológica é rica, sendo bem diversificada e representada por espécies como: jacu, canário, tucano, saíras, pica-pau, veado campeiro, tamanduá, cateto, tatu, paca, raposa, jaguatirica, lontra, entre outras.
Em torno do ano de 1895, a área onde hoje se encontra a Estação Ecológica de Itaberá era de propriedade do Cel. José Pedro de Lima e do Sr. Joaquim Flaviano de Lima, a propriedade foi vendida algum tempo depois para o casal Augustinho Silvério Lobo e Pedrina Maria de Jesus. Em março de 1916 o casal vendeu uma parte da propriedade para o Sr. Francisco Gonçalves Mendes Junior, conhecido como Chico Menino, que alguns anos depois se tornou proprietário integral da fazenda. Com a morte de Francisco Gonçalves em 1948 a fazenda se tornou propriedade do Sr. Filisbino Correia Machado (daí veio o fato de a área ser conhecida como “Mata do Bino”) e sua esposa Maria José Mendes que tiveram uma filha de nome Isolina, que casou-se com o Sr. Paulo Grott. Com a morte de Filisbino em 1955, a viúva Maria José ficou no comando da fazenda. No mesmo ano estava em andamento a supressão da vegetação dentro da propriedade, realizado em parte pelo Sr. Jacomo Falçareli. Na ocasião o prefeito municipal, que era o senhor Antenor Portes, reativou um processo de desapropriação da área, iniciado em gestões anteriores. Com o pedido de desapropriação imposto pela prefeitura, muitos cidadãos contribuíram para isso tornasse possível, entre ele destacaram-se Mauricio Pereira de Almeida, Antônio Flavio de Souza (Tonico Saturnino), Alfrio Nunes, entre outros, mas a proposta não foi aceita pela Sra. Maria José Mendes. Em 1957 por ocasião da festa nacional do trigo em Itaberá, ainda na gestão de Antenor Portes, visitaram a cidade o vice-governador de Jânio Quadros, o General Porfírio da Paz, e o Deputado Augusto Amaral, que era proprietário de uma fazenda próxima a cidade. Foi dessa visita e dos futuros acertos com a Sra. Maria José, que em 11 de agosto de 1957 o governador Jânio Quadros baixou o Decreto nº 29.881, o qual determinava que uma área de 180 hectares da propriedade da Sra. Maria José Mendes passaria a ser denominada de Reserva Florestal de Itaberá. A área persistiu como Reserva Florestal de Itaberá até 12 de março de 1987, quando com um novo decreto do governo estadual, de número 26.890, mudou a unidade de categoria e denominação, passando a ser Estação Ecológica de Itaberá. A administração da reserva foi realizada pelo Instituto Florestal até 2007, quando foi passada para a Fundação Florestal, após a RESOLUÇÃO SMA – 16, DE 3-4-2007 que dispõe sobre a organização do Sistema Estadual de Florestas – SIEFLOR no âmbito da Secretaria do Meio Ambiente e dá outras providências.
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